A new palette is up at The Color Room, her room this time:
Here´s my take:
Check out The Color Rooom for more inspiration!
12/17/2010
12/16/2010
AMM December sketch
Here´s the AMM December sketch provided by Kay Rogers:
And my take:
And my take:
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There´s a challenge at A Million Memories based on this sketch. It consists in creating a card or LO based on the sketch using a Christmas/Holiday themed product to make a non-Christmas/Holiday project ... or you can choose to make a Christmas/Holiday project using a non-Christmas/Holiday themed product.
You can find more details about this challenge at A Million Memories blog
12/15/2010
Artist Date of the Week: Vinícius de Moraes
Each week, I share here not only my artwork, but also my "Artist Date of the Week". Something that inspires me to live the creative life and gives you a glimpse of the real person I am and the inspiration behind my works.
This week I´ve created a layout "Light" inspired by a beautiful song by Vinicius de Moraes.
You can translate the post if interested.
Have a nice day!
In Portuguese:
O encontro artístico que vou retratar esta semana foi guiado pela proposta de Inspiração da Revista Scrapzine n. 05, que está no ar: Vinícius de Moraes.
Como a obra de Vinícius é muito vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música, havia muito material para inspiração.
Ah, que vontade de fazer algo baseado na música Aquarela, nos poemas infantis da Arca de Noé, ou mesmo no conto "A Casa Materna", cuja narrativa descritiva eu gostaria de transformar num layout. É demais:
Há, desde a entrada, um sentimento de tempo na casa materna. As grades do portão têm uma velha ferrugem e o trinco se oculta num lugar que só a mão filial conhece. O jardim pequeno parece mais verde e úmido que os demais, com suas palmas, tinhorões e samambaias que a mão filial, fiel a um gesto de infância, desfolha ao longo da haste.
É sempre quieta a casa materna, mesmo aos domingos, quando as mãos filiais se pousam sobre a mesa farta do almoço, repetindo uma antiga imagem. Há um tradicional silêncio em suas salas e um dorido repouso em suas poltronas. O assoalho encerado, sobre o qual ainda escorrega o fantasma da cachorrinha preta, guarda as mesmas manchas e o mesmo taco solto de outras primaveras. As coisas vivem como em prece, nos mesmos lugares onde as situaram as mãos maternas quando eram moças e lisas. Rostos irmãos se olham dos porta-retratos, a se amarem e compreenderem mudamente. O piano fechado, com uma longa tira de flanela sobre as teclas, repete ainda passadas valsas, de quando as mãos maternas careciam sonhar.
A casa materna é o espelho de outras, em pequenas coisas que o olhar filial admirava ao tempo em que tudo era belo: o licoreiro magro, a bandeja triste, o absurdo bibelô. E tem um corredor à escuta, de cujo teto à noite pende uma luz morta, com negras aberturas para quartos cheios de sombra. Na estante junto à escada há um Tesouro da juventude com o dorso puído de tato e de tempo. Foi ali que o olhar filial primeiro viu a forma gráfica de algo que passaria a ser para ele a forma suprema da beleza: o verso.
Na escada há o degrau que estala e anuncia aos ouvidos maternos a presença dos passos filiais. Pois a casa materna se divide em dois mundos: o térreo, onde se processa a vida presente, e o de cima, onde vive a memória. Embaixo há sempre coisas fabulosas na geladeira e no armário da copa: roquefort amassado, ovos frescos, mangas-espadas, untuosas compotas, bolos de chocolate, biscoitos de araruta - pois não há lugar mais propício do que a casa materna para uma boa ceia noturna. E porque é uma casa velha, há sempre uma barata que aparece e é morta com uma repugnância que vem de longe. Em cima ficam os guardados antigos, os livros que lembram a infância, o pequeno oratório em frente ao qual ninguém, a não ser a figura materna sabe por que, queima às vezes uma vela votiva. E a cama onde a figura paterna repousava de sua agitação diurna. Hoje, vazia.
A imagem paterna persiste no interior da casa materna. Seu violão dorme encostado junto à vitrola. Seu corpo como que se marca ainda na velha poltrona da sala e como que se pode ouvir ainda o brando ronco de sua sesta dominical. Ausente para sempre da casa materna, a figura paterna parece mergulhá-la docemente na eternidade, enquanto as mãos maternas se fazem mais lentas e as mãos filiais mais unidas em torno à grande mesa, onde já agora vibram também vozes infantis.
(A casa Materna, Vincícius de Moraes)
Quando eu tinha vinte anos eu ganhei de presente de um namorado as obras completas de Vinícius de Moraes.
Folhear as páginas desse livro é como folhear as páginas de memórias de minha vida.
Mas isso tudo vem envolto numa trilha sonora magnífica, pois ninguém cantou o amor como Vinícius, em parcerias incríveis e com poesias que traduziam um jogo perfeito de palavras e emoções.
Assim, apesar de apreciar a experiência de abrir meu baú de memórias, queria mesmo era falar do presente, que o passado fica melhor guardado lá no sótão.
A inspiração que tirei para compor minha página foi a letra da música Pela Luz dos Olhos Teus que Vinícius escreveu com Toquinho.
Acabei retratando meu marido e minha filha, num momento de carinho, numa luz especial, sob o brilho dos olhos dela, recebendo um beijo de amor.
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
A luz dos olhos mais linda que conheço e que me inspira a falar de amor é a luz dos olhos de Bebel.
Então, passei alguns dias pensando na foto que iria tirar, talvez eu olhando para ela com amor. No fim, a propósito da foto, momentos lindos aconteceram naturalmente.
Pedi para ela ficar próxima de uma janela adornada com uma cortina em que eu via uma luz especial. Ela sentou ali e eu saquei minha máquina. O pai dela, que estava por perto, também começou a clicá-la e ela tentava assistir televisão, alheia, na medida do possível, aos disparos.
No meio de tudo isso, o pai ainda tirou fotos minhas clicando a Bel, e eu os fotografei em um momento de carinho.
Pedi para ela ficar próxima de uma janela adornada com uma cortina em que eu via uma luz especial. Ela sentou ali e eu saquei minha máquina. O pai dela, que estava por perto, também começou a clicá-la e ela tentava assistir televisão, alheia, na medida do possível, aos disparos.
No meio de tudo isso, o pai ainda tirou fotos minhas clicando a Bel, e eu os fotografei em um momento de carinho.
Amei tudo nessas fotos e na proposta!
Deixo vocês com "Pela luz dos olhos teus":
Com "Para viver um grande amor" e "Soneto de Fidelidade", que resumem a busca pela chama do amor e da paixão, a síntese de tudo.
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
(Para viver um grande amor, Vinícius de Moraes)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Aproveitem para folhear a Scrapzine 5:
Um bom dia a todas!
12/14/2010
12/13/2010
Snow Day Pop Up Mini Album
Crate Paper is hosting an amazing event!
From now 'til December 23rd, we're hosting an endless array of Christmas themed tutorials, projects and prizes at Crate Paper blog! And to further rejoice in the season's excitement of give gifting and homemade splendor, we're also devoting the event to your creations with each brand new post! Of the creations posted from now 'til the 23rd, one will find themselves a large surprise box of Crate Paper goods!! We're not talking about any ol' box of goods either - this is the kind of Crate Paper stash one dreams of finding under their tree come Christmas morning!!
So, what are you waiting for?
What I´ve prepared for you is a project - a book that becomes dimensional.
This is a three-dimensional paper structure which takes advantage of a crease for the opening of the album. When it's closed, the mini lies flat and can be easily stored. When opened, the elements move forward by the help of a piece of paper on the bottom that is then folded and adhered onto a base. This is how it's becomes dimensional!
You can find more inspiration at Crate Paper blog.
Thanks for stopping by!
Have a nice day!
I realized that this project was inspired by Leila Bentahar works, a reference when it comes to Pop Up mini books, but this is not the first Pop Up I did. You can see another project here.
12/12/2010
Such a sweet life
Two new layouts using Webster´s Pages - a Sweet Life!
The first one, "Patisserie"
And the other one, "When Life gives you Lemons... ask for a cup of sugar too"
Have a nice day!
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