Just sharing my artist date of the week photos...
In Portuguese:
Meu encontro artístico desta semana aconteceu na cidade em que moro. São José dos Campos. Aproveitando estar em cartaz por aqui o Festivale, Festival de Teatro do Vale do Paraíba, escolhi assistir uma apresentação de rua, o espetáculo de mímica clown interativo Milongas Sentimentais, em que o artista apresenta um diálogo sem palavras, somente gestos, e interage com a platéia.
O circo e a comunicação sem palavras é um tema por demais interessante e, de cara, chamou minha atenção ao consultar a programação do Festival.
E o gostoso, como vem acontecendo com esses encontros artísticos, foi o encontro com o inesperado.
O espetáculo Milongas Sentimentais estava agendado para acontecer no Parque Vicentina Aranha, um lugar que, por si só, já é um passeio muito agradável.
O local que hoje é um parque municipal, aberto ao público desde 2007, foi no passado um sanatório. Seus prédios e sua capela, patrimônio tombado, fazem parte de um complexo arquitetônico importantíssimo, contemplando projetos arquitetônicos de Ramos de Azevedo. Até o bosque do parque, por sua importância, é tombado.
Lá chegando, qual não foi minha surpresa ao encontrar uma apresentação do grupo Clube de Choro Pixinguinha, que, além de muito boa música brasileira, nos apresentou, por uma hora, histórias e músicas de Chiquinha Gonzaga, Emilinha Borba, Pixinguinha, passando por marchinhas de carnaval, choros e MPB.
A banda intercalou sua apresentação com um pouquinho da história de Pixinguinha, que criou o que hoje são as bases da música brasileira ao misturar a música de Ernesto Nazareh, Chiquinha Gonzaga e dos primeiros chorões com ritmos africanos, estilos europeus e a música negra americana, fazendo surgir um estilo genuínamente brasileiro.
Impossível não curtir a apresentação, que foi aplaudida por muitos! Que delícia ver casais começando a dançar ao entorno e rir do palhaço do Milongas, que aguardava, já interagindo com o público, sua apresentação começar.
De todas as músicas, uma das mais lindas, letra simples, mas espetacular, a de Emilinha Borba, "Quem parte leva saudade":
Quem parte leva
saudades de alguém, que fica chorando de dor.
Por isso não quero lembrar
quando partiu meu grande amor.
Ai, ai, ai, ai está chegando a hora.
O dia já vem raiando meu bem e eu tenho que ir embora.
Ai, ai, ai, ai está chegando a hora.
O dia já vem raiando meu bem e eu tenho que ir embora.
Em seguida a tudo, vieram as mímicas, também auxiliadas por uma flauta transversal e muito bom humor.
Somente por alguns sons e ruídos, muitos gestos e muita expressão facial, o palhaço extraiu risadas, aplausos e fez todos cantarem o hino nacional. Um passeio e tanto!
E por falar em mímicos, não poderia deixar de me lembrar deste curta do filme Paris, Eu te amo, que vou dividir com vocês. Até o próximo encontro!