A new catalyst is up at
Creative Therapy!
This time will have to tell about your first kiss...
My first kiss?
Well, the fisrt kiss is never just a kiss!
My first kiss happened a long time ago when I was in 5th grade, but it´s funny how I can still remember its taste, the strange movement of our tongues and how worried I was about not knowing what time it would end... I was counting the seconds in mind...
He was a blond blue-eyed boy (I've always been attracted to blondes with blue eyes!) who played soccer at school.
His name was Rafael.
Technique Highlighted:
As I did not have a photo of him, I decided to scrapbook a cute photo of my daughter and a school mate.
Now it´s your turn!
In Portuguese
Esse é o layout que fiz para o novo desafio do Creative Therapy, de contar sobre o nosso primeiro beijo. Bem, o primeiro beijo nunca é só um beijo. Na verdade, um beijo, desses de língua, diz muito sobre a paixão e o amor.
Eu li neste final de semana um livro maravilhoso, Divã, de Martha Medeiros. Um livro que me caiu nas mãos por sorte, no aeroporto de BH e que me tomou completamente o domingo! Não porque o livro seja grosso e custoso de ler, pelo contrário, li-o em duas horas, mas estou arrebatada até agora. Simplesmente me apaixonei pelas palavras tão bem escritas, palavras que dizem o que eu calo. Martha Medeiros possui uma escrita concisa e perfeita, de poeta e de mulher que conhece como ninguém esse nosso íntimo, esse nosso caráter cíclico e dúbio. Dúbio, não, múltiplo!
Foi só ler as três primeiras linhas e não conseguir parar de ler. Até o último instante. Não consegui parar de me emocionar...Chorei, chorei, ri e não consigo esquecê-lo. Estou contando sobre este livro porque Martha faz uma linda reflexão sobre o beijo, sobre o amor e meu primeiro bejo foi, na verdade, algo novo, desajeitado, do qual posso sentir o gosto até hoje sem nem precisar fechar os olhos.
Embora seja meio ridículo confessar que esse beijo aconteceu nas escadarias de um prédio, na rua Matheus Grow, em São Paulo, e na presença de outro casalzinho, que também experimentava beijos molhados, o Carlinhos e a Claudinha, foi assim mesmo que aconteceu.
A porta corta-fogo do prédio batia, a luz se apagava em alguns instantes e era o momento de beijar o Rafael, ou melhor, de ser beijada pelo Rafael.
Um beijo em que eu estava preocupada em fazer tudo certo, em saber quanto tempo aquilo iria durar. Um beijo durante o qual fiquei contando os segundos mentalmente para ver se já estava bom de parar e abrir os olhos...
Um beijo sem paixão, né?
Ah, um beijo com paixão a gente não precisa contar segundos, um beijo com paixão abre as portas da alma!
Como sinto falta de um beijo desses!
Mas o beijo de paixão requer maturidade e não poderia ter acontecido quando se está na 5a. série, não com o Rafael por quem não estava nem apaixonada.
São coisas do coração que não tem explicação. A paixão não tem explicação! Fui me apaixonar de verdade somente muito tempo depois e, também fui arrebatada, Graças a Deus!
Mas hoje estou mesmo apaixonada pelo livro, e por uma protagonista que tem a coragem de revelar aquilo que se passa pelo seu íntimo e só por conta disso hoje não estou preocupada com o que você vai achar de mim quando ler isto, com o que minha mãe e meu pai vão pensar quando lerem isto, com o que meu marido vai pensar quando ler sobre o beijo com o Rafael.
Estou escrevendo porque preciso encontrar-me com essa menina que ficou em algum momento perdida ali, na escadaria e no escuro, buscando saber que gosto tinha o amor.
Naquela época não era amargo!
Deixo vocês com o convite para experimentarem a terapia criativa e libertadora do site
Creative Therapy
e deixo o convite para lerem Divã, de Martha Medeiros.