5/16/2009

Make a wish, Snail!

The new challenge at the Inspired by Amélie blog is about an alter ego.
Here is my take.
"My mother is a writer. She has published her work and I got very sad when I read a story which she told about one housekeeper that was totally depressed. She was tearing papers, throwing them all over the house and nobody noticed her. The metaphor she used to describe this housekeeper, who I think was herself, was a snail crawling through the garden, carrying a house in the back and being unnoticed. She wrote: “Nobody noticed she was asking for help: - Save me! I´m sinking! Going nowhere with no reason…” When I think of my alter ego I imagine a fairy that is able to do good for everybody, make everybody´s dreams come true… but, when I realize my mother herself is sinking and nobody can help, not even her daughter, I just wish I could save her"
Her story is published here in Portuguese:http://66.228.120.252/contosinsolitos/1238679
And the photo I used is an art print by "twosisters" I bought at esty http://www.etsy.com/shop.php?user_id=5577833
Her story in Portuguese:
"Papéis Picados
Jogando papéis picados pela casa toda, sem nem perceber o que fazia...
Ficando horas ociosas, olhando um ponto invisível, sem se mexer...
- Mãe, onde estã o meu blusão do colégio?
- Querida, você viu a minha gravata azul?
- Patroa, acabou a Cândida!
- Mãe,me leva no judô?
- Amor, dá para apressar esse jantar?
Esquecendo o feijão no fogo, quase queimando...
Dirigindo automaticamente, quase batendo numa van da Ponte Orca...
Continuando a picar papeizinhos e a jogá-los pela casa toda, quase não percebendo...
(Ninguém notava que ela estava pedindo socorro, acuada, estou afundando, indo não sei para onde, nem sei porquê.)
- Patroa, preciso sair mais cedo!
- Querida, minhas meias estão desparceiradas
( E ninguém notava nada. No filme do Jack Nicholson e da Meryl Streep, esqueceu o nome, só lembra os atores, isso foi o começo do fim do casamento, só que era o marido que misturava os pares de meias.)
- Mãe, posso ir na casa da Milu?
- Mãe, vou jogar bola com o Beto.
(E ela, quando poderia ir à casa de outra Milu qualquer, ou jogar bola, ou baralho, em casa de alguém?)
- Patroa, de onde vêm esses papéis que canso de varrê?
(Ninguém notava que era ela, ela era, ninguém parecia saber sequer que ela estava ali, cortando legumes, fazendo comida, olhando o nada, assistindo à televisão sem ver, olhava, olhava, mas não via...)
Continuava fingindo ser ela mesma, cada vez mais alheia a tudo, zanzando pela casa sem parar...
E o número de papeizinhos cortados, jogados pela casa toda, aumentando, aumentando...
E a faxineira reclamando:
- Num dô conta desse serviço, é papér qui num acaba mais.
E os filhos continuando, pedindo (-Mãe, me faz um lanchinho), insistindo (-Mãe... Mãe...), andando, falando, saindo mais do que entrando...
E o marido cada vez mais se ausentando de casa, chegando tarde, sem a beijar...
E ela entrando cada vez mais para dentro de si mesma, fechando-se, arrumando como que uma casa só sua, onde não tivesse sentido picar papéis, nem tentar entender os outros.
- Querida, onde está você?
- Patroa, cadê a senhora?
- Mãe, cadê você? ? Tô com pressa. Pai, onde ela foi?
- Num sei onde a patroa se meteu.
- Querida, deixe de brincadeira, apareçca!
- Mãe!...
- Mãe!...
Mas, nada dela... Só os papéis picados espalhados pela casa toda.
Ninguém a vira.
Sumira.
Desaparecera.
(E ninguém notou um caracol preguiçoso, ensimesmado, levando consigo a sua casa, lentamente, arrastando-se e arrastando sua solidão pelo jardim ermo e escuro.)"
Magali Crescini
Está publicada aqui:
http://66.228.120.252/contosinsolitos/1238679 Visitem, leiam a estória e deixem um comentário p/ ela!
Quando vi o desafio do blog da Amélie deste mes, pensei seriamente em não fazê-lo, e olhem que jamais pulei sequer um de meus deveres como Dream Team... Mas tenho a impressão de que nada ocorre por acaso em minha vida. Pois bem, eu resolvi trabalhar o layout no último dia do prazo, às pressas, visto que estou em vias de ir viajar e cheia de coisas para fazer. E não é que saiu o LO mais profundo que já fiz?
Jamais tinha pensado em "alter ego" ou coisas do tipo, mas quando discuti o tema com meu marido ele me lembrou o quanto adoro fadas. A grande ironia é que Amélie, no filme, numa cena específica, sente remorsos de não poder ajudar o próprio pai, quando tanto já tinha feito pelos outros. E foi esta a minha idéia, que encontrou uma foto perfeita em que vocês podem visualizar o caracol em que minha mãe foi se refugiar. E o engraçado é que, à época em que ela escreveu esse conto, a idéia que eu tinha dela era mesmo de algúem que estava se refugiando dentro de si mesma!
O conto já tem algum tempo, acho que ela está bem mais feliz hoje, mas, de qualquer forma, traduzo o meu trabalho (o que detesto fazer, pois adoro pensar que ninguém vai entender totalmente minha mensagem secreta...) para que ela saiba que nós sempre percebemos tudo isso e sempre quisemos ajudar! Não foi um anão de jardim que a fez deixar seu caracol, mas, por outras circunstâncias ela acabou por vir para perto de mim, saindo de sua toca, o que nos deixa felizes.
Se eu fosse uma fada, eu gostaria de torná-la uma borboleta, gostaria que ela entendesse como a vida pode ser bela fora deste caracol.

5/15/2009

OMG, I'm in Venice!

I'm in Italy, having a wonderful vacation!
If you wanna see my photos or read my diary of this wonderful trip (in Portuguese) , you can go here:

5/12/2009

May A Million Memories Kit layouts

The first one: Once upon a time a princess...





Another one: You &; Me










































Life is magical:




































And finally one nest /ornament:

5/10/2009

Catalyst 61

A new catalyst is up at the Creative Therapy Website. Now you have to tell about something you always postpone doing and why
What I had to say: "I wonder, will I ever turn my goal of taking a photography course true? It’s a very old project and it’s often left aside. The truth is that, although the need of this course is big, I’m not willing to disburse the necessary strength to become a photographer. Actually, what makes me postpone this project is the fact that scrapbook for me has always been a hobby related to my husband’s hobby, which is photography. My intent was always making scrapbook from his beautiful pictures. I love working with his vision of our lives and all the moments; transforming the images he captured in reports and magic memories. He is the person behind the cameras reporting our lives. I don’t think I could take this role so well and I wouldn’t like to be separated from our perfect integration. I’m also afraid of the critics and competition. Besides, every time I put my clumsy hands on his expensive photography material he gets tense, to say the least, foreseeing that I won’t be as careful as he is with it. Anyway, there are some obstacles to get over but, the truth is that, considering the frequency from which I make scrap and the little availability he has for photography, I will have to leave this practice aside soon".